Educação e Desenvolvimento

Com a Declaração Mundial sobre Educação para Todos, em 1990, iniciou-se uma agenda global de transformação das sociedades que tem a educação como instrumento de criação de competências – para aprender, para fazer, para ser, para participar plenamente no desenvolvimento – conforme o melhor potencial de cada pessoa. Estes princípios, aprofundados depois pelo Plano de Ação da Conferência de Dakar, em 2000, e revisitados no ano passado pelo Secretário-Geral da ONU na sua Iniciativa Global “Educação em Primeiro Lugar”, atribuem liminarmente aos sistemas educativos os papéis de construção de igualdade de oportunidades, de construção da paz social e do crescimento económico.

Nesta agenda distingue-se um programa de universalização de competências para a vida num modo de produção que se tornou globalizado, com, pelo menos, dois corolários: inclusão social e relevância global das competências aprendidas, enquanto condições de participação plena no exercício de cidadania.

 

Estratégias de cooperação e Língua Portuguesa

Um desafio para o futuro será articular estratégias nacionais de cooperação em torno dos interesses comuns aos Países de Língua Portuguesa, na criação de inclusão social e educação relevante – afinal, os recursos do desenvolvimento e da participação plena nos seus benefícios.

Como facilitar a imersão na Língua Portuguesa e potenciar a sua eficácia e atratividade na prossecução dos objetivos comuns?

Como potenciar o papel das políticas de projeção cultural e de produtos culturais?

Como abordar os setores da educação, objetivos e recursos convergentes ao longo dos quatro níveis de governação: agentes educativos, instituições, políticas e população?

Como captar parcerias, públicas e privadas, de subvenção e investimento, para divisão do trabalho?